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Por que o Balão Intragástrico se tornou a opção ideal para perda de peso


Segundo estudo divulgado na revista científica Lancet, o Brasil tem mais pessoas acima do peso ou obesas do que a média mundial. De acordo com a pesquisa, a obesidade atinge mais da metade da população adulta brasileira, sendo 58% das mulheres e 52% dos homens. Na média mundial, 37% dos homens e 38% das mulheres está acima do peso ou é obesa. No mundo todo, há 2,1 bilhões de pessoas acima do peso, o que é um crescimento grande, levando em consideração que, em 1980, este número era de 875 milhões.

As principais doenças relacionadas ao excesso de peso são hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes, infarto cardíaco, acidente vascular cerebral, vários tipos de câncer e doenças articulares. Sendo assim, a perda de peso é o melhor caminho para diminuir o risco de obter essas doenças.

Este cenário ocasionou a maior procura pelo balão intragástrico. Feito de silicone, ele é inserido vazio no estômago por meio de endoscopia, com o paciente sedado, e preenchido com uma determinada quantidade de soro e azul de metileno (pode variar de 400 a 700 mL).

Ele ocupa espaço na cavidade gástrica, trazendo a sensação de saciedade mais precocemente pelo efeito mecânico, diminuindo a produção de hormônios que levam a um aumento da fome (grelina) e elevando os níveis dos hormônios que dão a sensação de saciedade (leptina).

O procedimento é indicado para pessoas com IMC acima de 27, que não conseguiram perder peso com o tratamento clínico. A contraindicação é para pessoas que já fizeram qualquer tipo de cirurgia no estômago e que apresentam distúrbios psiquiátricos não controlados.

O balão é cientificamente comprovado por ser um método seguro e eficaz, pois quem adere ao seu uso consegue mais facilmente seguir a dieta pouco calórica prescrita pela nutricionista. Além disso, ele promove uma perda de peso rápida no início do tratamento, levando o paciente a ter uma vida mais ativa fisicamente.

As pesquisas mais antigas apontam que o balão proporciona uma perda média de 10 a 15% do peso total inicial. Porém, as publicações nacionais mais recentes demonstram resultados próximos de 15 a 20% do peso anterior.

O aumento da experiência dos médicos brasileiros no uso do balão e a produção científica provando os resultados benéficos também contribuíram para que o balão tivesse o seu papel consolidado nas equipes de tratamento do sobrepeso e da obesidade.

Posteriormente, o tratamento para o controle do peso inclui a reeducação alimentar, o equilíbrio psicológico e a atividade física regular. Para isso, o paciente deve ser acompanhado por uma equipe de médicos, nutricionistas, psicólogos e professores de educação física.

O paciente que comparece a todas as consultas propostas nos seis meses iniciais e segue corretamente as orientações médicas, certamente tem um resultado muito positivo, e percebemos que a maioria permanece em uma faixa de peso considerada saudável.

Os medicamentos também podem auxiliar no processo de emagrecimento, mas, muitas vezes, o uso isolado não proporciona um resultado satisfatório, seja por falha em emagrecer ou por efeitos colaterais.

O ideal é apostar no balão como apoio para realização da dieta, podendo ser utilizado concomitantemente ao tratamento medicamentoso e, claro, à prática de atividade física e à mudança do estilo de vida!

Por Dr. Eduardo Usuy Jr, Gastroenterologista e Endoscopista Graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); foi Presidente da Sociedade Catarinense de Gastroenterologia e Presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva de Santa Catarina.

Fonte: Segs (http://www.segs.com.br/saude/13318-por-que-o-balao-intragastrico-se-tornou-a-opcao-ideal-para-perda-de-peso.html)

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